Por Bruno Feijão Genaro em domingo, 10 de agosto de 2008
Em entrevista concedida a HARDCORE PRIDE durante a passagem da banda por Piracicaba, os latinos do
Nueva Etica falam sobre novos projetos, a união do Hardcore, o estilo de vida Vegan/Straight-Edge e o
apelido de South American Mosh Machine que carregam consigo.
Vocês estão gravando um novo álbum. Como está sendo o processo de composição do novo disco? Vocês já podem divulgar o nome do trabalho?
O nome ainda não esta decidido. Em relação ao disco “Inquebrantable”, este novo está sendo trabalhado de uma maneira mais profissional, estamos dedicando mais tempo as músicas e as letras, para fazermos o melhor
disco do Nueva Etica.
O que ocasionou a saída da banda da Liberation Records?
Acho que foi a diferença de pensamento. A gente necessitava de um apoio da gravadora, mas a gravadora não tinha tempo e força para o que a gente tinha em mente. Mas o desligamento ocorreu de uma maneira amigável.
Como se deu a parceria com a 78 Life Records?
O Franco (78 Life Records) é um cara que a gente conhecia a muito tempo e ele contatou a gente. Nós tinhamos muita vontade de voltar ao Brasil. Ele entrou em contato e arrumou
uma tour pra banda.
Este é o segundo show que fazem no Brasil (o primeiro foi em Santos, dia 30/05). Como foi a recepção do público e o que esperam para o show final, amanhã em São Paulo?
O show foi legal. Os amigos brasileiros dão uma força no show, os moleques, a galera... Nos shows, a gente se liberta. Nos divertimos tocando para mostrar que amamos a música.
A rivalidade entre Brasil e Argentina existe em vários aspectos, mas em relação ao Hardcore percebemos muita admiração e respeito entre as bandas. É realmente este o
sentimento que existe entre as bandas dos dois países?
O Hardcore é um só. Não tem bandeira, não tem fronteira, não tem nacionalidade. Essa é a diferença que você encontra no Hardcore. Nós temos muitos amigos no Chile, muitos amigos aqui no Brasil. Sempre bandas brasileiras vão tocar na Argentina. Essa é melhor coisa que existe nesse meio.
Como vêem a cena Hardcore na Argentina e na América do Sul?
Acho que a cena está passando por um bom momento na Argentina. As cenas fortes ainda são Chile e Brasil, mas o renascimento da cena Hardcore argentina está crescendo também.
Nos conte sobre o apelido de “South American Mosh Machine” que a banda carrega.
É um apelido engraçado. A gente ouvia dizer que eramos a máquina do mosh, os gringos falavam isso e fi cou como uma piada. Começou como uma brincadeira e agora
a gente está “se achando”, somos a “South American Mosh Machine” (risos).
Todos da banda são Vegan/Straight-Edge? Nos fale sobre essa escolha e a idéia por trás desse estilo de vida.
A banda é toda straight-edge. A único motivo pelo qual seguimos com o Nueva Etica é porque ainda acreditamos na vida straightedge. É a única coisa que nos interessa
divulgar. Somos liberados do materialismo e das cadeias da sociedade. Acreditamos na liberação animal e na liberação humana livre de drogas e da discriminação.
Como foi o início de carreira da banda? Como surgiu a idéia de montar o Nueva Etica?
Nós vimos a cena Straight-Edge na Argentina muito velha e percebemos que a mensagem da liberação animal estava se perdendo. Nos juntamos e falamos que queríamos ser uma
banda que representasse o Straight-Edge na América do Sul.
Qual foi o show mais marcante de toda a carreira do Nueva Etica?
Os melhores shows não são necessariamente os maiores. Nós gostamos muito quando a casa esta cheia, com a galera agitando, moshando e mandando stage-dives. Não precisa
ser um show gigante. Nós tocamos em festivais desse tipo na Europa, mas sabemos que a galera de lá é um pouco fria, então num lugar menor a coisa fica mais quente.
Quais são os projetos da banda após a turnê
pelo Brasil?
O principal objetivo hoje é finalizar um novo disco. Estamos terminando de fazer outras músicas para a gravação. Pensamos em viajar para a Europa, Espanha, fazer uma turnê, alguns shows grandes por lá.
Para finalizar, deixem uma mensagem para o
público brasileiro.
Muito obrigado a todos que gostam do Nueva Etica, a todos que ainda acreditam na vida livre de drogas e na liberação animal.