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Eventos Realizados Pela Hardcore Pride
Por Erick Tedesco Gimenes

Nota: A entrevista foi feita inicialmente para o site www.palcovale.com.br. Reproduzimo-as com total autorização de seu respectivo autor, Erick Tedesco Gimenes.

PauraApós a apresentação no Quitofest (Equador) e no último Libfest do ano, qual o saldo final de 2007 para o Paura?
Fábio - Foi muito positivo. Tocamos bastante, em lugares que não havíamos tocado ainda e além de tudo ainda lançamos um CD com o qual estamos muito felizes.

Sobre a oportunidade de tocar no Equador pela primeira vez, qual foi a melhor experiência e satisfação deste evento?
Fábio
- Inesquecível. Realmente, foi algo surreal. Tocamos no segundo dia do festival para 15, 20 mil pessoas e tivemos uma receptividade monstruosamente favorável. Foi muito foda e queremos voltar em 2008.

Soubemos que ao chegarem no aeroporto de lá, foram recebidos até mesmo pelo embaixador brasileiro do Equador! A receptividade equatoriana foi sempre cordial?
Fábio
- Sim, é verdade. No mesmo vôo que o nosso estava o pianista Arthur Moreira Lima, ou seja, o tio da embaixada foi recepcionar o pianista famoso, mas veio falar com a gente, que ele que tinha comprado as nossas passagens e tal, então ele foi recepcionar a gente também (risadas).

O Paura tem muitos fãs por lá? Vocês mesmo comentaram que compraram bastante CDs e camisetas, não?
Fábio
- No começo do ano, lançamos um split, através da Alarma, com o Colapso, que é uma banda de death metal conhecida lá no Equador e isso deu um gás pra uma galera conhecer o Paura. Tinha um número bacana de pessoas cantando os sons do split e de algumas músicas novas que colocamos no nosso Myspace, então, essa divulgação ajudou bastante na hora do show. Sobre merch, ficamos bastante felizes de vender mais CDs do que camisetas lá. E o pessoal local das bandas nos disse que vendemos um numero bom de merch lá no Fest. Foi surpreendente.

PauraE a estrutura do festival, o que pode nos dizer? Tem como comparar com algum daqui do Brasil?
Fábio - Do jeito que é feito o festival lá, não tem como comparar com nada que eu conheça no Brasil. É um festival de bandas independentes, organizado por produtoras independentes, patrocinado pela Unesco, pelo Governo do Equador, por entidades que lutam contra a pobreza, a AIDS, etc. Palco grande, equipamento de 1o. mundo, o publico entra de graça e nada é cobrado. Ninguém entra com álcool ou drogas e tem polícia pra caralho dentro do festival. Mas enfim, a coisa acontece de boa, sem brigas, sem abusos, num puta respeito. É exemplar. Quem dera haver um festival desse nível aqui no Brasil.

Ano passado vocês tocaram na Argentina e no Chile, e este ano no Equador. Destes três países da América do Sul, poderia traçar uma particularidade de cada público, na cena hardcore?
Fábio
- Na Argentina, o cenário já está mais estruturado, pois já existe forte, há um bom tempo. No Chile, é onde fazemos os melhores shows. Muita gente envolvida, muitas bandas boas, parece ser um cenário em desenvolvimento, mas mais forte do que vemos na Argentina, no Equador e também aqui no Brasil. No Equador, a coisa está se fortalecendo de uns 2, 3 anos pra cá, através do pessoal da Alarma que faz um trabalho pra durar, levando bandas, lançando CDs, promovendo shows e pelo que percebemos a coisa cresce de maneira sólida lá e isso é importante. No fim das contas, o melhor de tudo isso é você sair do seu país pra um lugar que você tem pouca informação e, na hora dos shows, você vê que as pessoas têm o mesmo amor, a mesma felicidade de estar num evento de música como aqui ou qualquer outro lugar do mundo. É o tipo de elo que une essas pessoas. Que faz com que um estrangeiro se sinta em casa, que nos traz uma forte felicidade de saber que o melhor de tudo nesse cenário é a qualidade das pessoas envolvidas. É redentor estar junto de boas pessoas.

Quanto ao Libfest com o Throwdown, como foi o show do Paura?
Fábio
- Não só o show do Paura foi bom pra caralho, mas as outras bandas também fizeram ótimos shows, menos o It Dies Today (risos). Não curto a banda. O show do Jesusmartyr foi matador.

Paura - Reverse The FlowFalando sobre o Reverse the Flow, a resposta dos fãs e imprensa estão agradando vocês?
Fábio
- Estamos muito felizes com o CD em si. A reação do pessoal é muito boa, o que nos deixa com a sensação de não estamos sozinhos. Isso é reconfortante. Esperamos mostrar ao vivo em cada cidade possível que o CD novo nada mais é do que um retrato de um período muito favorável pro Paura.

Sobre a Liberation, o Marcos disse que no Equador foram tratados como a maior gravadora de hardcore da América do Sul. Este reconhecimento e respeito faltam ao hardcore no Brasil?
Fábio
- Falta sim. Aqui parece que reclamar faz parte da cultura do próprio brasileiro. Mas paciência, sabemos que é assim aqui há muito tempo e quem tem a perder é o próprio cenário. Então que seja.

PauraE aquela tão sonhada turnê européia que estão nos planos da banda. Quais as chances de realmente acontecer em 2008?
Fábio
- Estamos já bem encaminhados com isso. Inclusive já fechamos uma agência de booking pra cuidar disso pra nós. Devemos ir entre outubro e novembro. Na época do frio intenso. Mas, em 2008, a parada vai rolar. Até que enfim...

Valeu pelas palavras, moçada. O espaço final é sempre de vocês!
Fábio
- Valeu você, Erick. Mais uma vez, sempre junto. Valeu sempre a todos do Palco Vale que nunca esquece do Paura e levamos muito em consideração. Sempre estiveram com a gente e sempre estarão. O que vocês precisarem sabem que terão respaldo aqui. Valeu mesmo. Cuidem uns dos outros. Vemos-nos na pista. Feliz 2008 pra todos.

Erick Tedesco Gimenes
Jornalista/Assessor de Imprensa
Palco Vale - www.palcovale.com.br
Liberation Records - www.liberationmc.com
Rock Hard-Valhalla - www.valhalla.com.br

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